sábado, 31 de dezembro de 2011

Tempo

Ele não existe.
Ele não existia antes do Big bang, e não existe fora do intelecto humano.
Usamos o tempo como medida das coisas que ainda podemos fazer, antes do momento em que deixamos de existir dentro de nossa própria compreensão.
Tempo é quantas palavras ainda podemos dizer, quantas vezes ainda podemos suspirar e quantas lágrimas ainda podemos derramar.
Mesmo a percepção daquilo que chamamos de tempo está condicionada. O ser humano existe em um momento e espaço que chama de universo infinito, existente ao tempo que compreende por 13,7 bilhões de anos. Até onde sabemos, isso pode não passar de um mero "piscar de olhos". Aquilo que hoje chamamos de universo, não passa de um mero retrato, estático em nossa escala de tempo. Não acho que sejamos capazes de compreender o que, em escala, seriam trilhões de anos, aonde cada segundo equivale a idade de nosso próprio universo. Ou mesmo compreender uma "realidade" aonde o um ou mais "multiversos", não passam do espaço entre dois átomos, de uma molécula qualquer, em um elemento qualquer, de um outro universo qualquer.

Medir o espaço e o tempo. Mera ilusão infantil.

Comecei este post no dia 31 de dezembro de 2011. Agora já é 01 de janeiro de 2012. Exceto pelos fogos lá fora, de uma aparente comemoração que igualmente, não consigo compreender, absolutamente nada mudou.

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